Campinas/SP · Diagnóstico

Vale a pena refazer o meu site?

Na maior parte das vezes que me chamam para refazer um site, refazer não é o que resolve. Antes de gastar de novo, vale descobrir se o problema é o site — ou se ele é só o lugar onde o problema aparece.

Por Lucas SigristLeitura de 10 minutosCampinas/SP

Resposta direta

Refazer o site só vale a pena quando o problema está na base: ele não funciona bem no celular, demora demais para abrir, está numa plataforma travada ou foi construído sem nenhuma estrutura para o Google. Nesses casos, remendar sai mais caro que recomeçar.

Nos outros casos — e são a maioria — o site está razoável e o que falta é outra coisa: conteúdo parado há dois anos, nenhuma página respondendo o que as pessoas buscam, ou simplesmente ninguém chegando ao site. Aí trocar de site não muda nada, porque o novo vai receber a mesma visita nenhuma que o antigo recebia.

O diagnóstico em seis perguntas

Responda olhando o seu site no celular, agora. Não precisa de ferramenta nenhuma — só honestidade.

Marque o que for verdade no seu site
  • Abre em até 3 segundos no 4G? Conte de verdade, sem wi-fi, com o celular na mão.
  • Dá para ler sem apertar os dedos na tela? Se precisa dar zoom, ele não é responsivo.
  • Tem uma página para cada serviço que você vende? Ou tudo está numa página só?
  • O WhatsApp está clicável em toda página? Ou o contato só existe no rodapé?
  • Alguém publicou alguma coisa nos últimos 12 meses? Texto novo, página nova, qualquer coisa.
  • Você consegue editar sem depender de alguém? Ou toda mudança vira e-mail para um fornecedor?

Como ler o resultado: falhou nas duas primeiras, o problema é estrutural e refazer costuma ser o caminho. Passou nas duas primeiras mas falhou nas outras, o site está bom e o que falta é conteúdo e manutenção. Passou em todas e ainda assim não chega ninguém — o problema não é o site, é tráfego.

Os quatro cenários que eu encontro

Praticamente todo site que chega até mim cai em um destes. Só um deles justifica refazer.

Sintoma: demora a abrir

O site é bom, só é lento

Estrutura razoável, visual aceitável, mas leva cinco segundos para abrir no celular. Muita vez o problema nem é o site: é a hospedagem, com servidor fora do país e compartilhado com centenas de outros.

O que resolve Trocar a hospedagem → A partir de R$ 39,90/mês no plano anual
Sintoma: parado no tempo

A estrutura é boa, o conteúdo parou

O site foi bem feito, funciona no celular, mas a última atualização foi em 2022. Sem conteúdo novo, ele foi perdendo posição para concorrentes que continuaram publicando — não porque piorou, mas porque ficou parado.

O que resolve Manutenção mensal → R$ 399/mês — 4 artigos e até 3 alterações
Sintoma: quebrado no celular

A base não sustenta mais

Não funciona direito no celular, foi feito numa plataforma que trava tudo ou nasceu sem nenhuma estrutura de SEO. Aqui remendar sai mais caro que recomeçar — e você vai gastar duas vezes se tentar consertar primeiro.

O que resolve Refazer o site → A partir de R$ 899, pagamento único
Sintoma: ninguém chega

O site está bom, falta visita

O site cumpre o papel dele, mas quase ninguém entra. Trocar de site aqui é o erro mais caro que existe: o novo vai receber exatamente a mesma visita nenhuma, e você vai achar que joga não resolve.

O que resolve Tráfego e presença local → Ads a partir de R$ 300/mês · perfil no Google

Só o terceiro cenário justifica refazer. Os outros três se resolvem com uma fração do custo — e é por isso que eu insisto em diagnosticar antes de orçar. Vender um site para quem precisava de hospedagem melhor é fácil; é só desonesto.

Quando não vale a pena refazer

Esta é a parte que agência nenhuma escreve, porque agência ganha refazendo. Mas é a verdade na maioria dos casos que eu analiso.

Não refaça se
  • O site funciona bem no celular e abre rápido
  • O problema é conteúdo desatualizado — isso se resolve escrevendo
  • Você só quer "mudar o visual" porque cansou dele
  • O site nunca recebeu visita — o problema é tráfego, não estrutura
  • Falta só um botão de WhatsApp e o preço visível
  • A insatisfação começou depois de ver o site de um concorrente
Aí sim, refaça
  • Precisa dar zoom para ler no celular
  • Demora mais de 4 ou 5 segundos para abrir
  • Está numa plataforma que você não consegue mexer nem migrar
  • Não tem página por serviço nem estrutura de SEO nenhuma
  • Você não tem os acessos e não consegue recuperá-los
  • O visual passa a impressão errada sobre o porte da empresa

O motivo mais comum — e o pior

"Vi o site de um concorrente e o meu parece antigo." Entendo o incômodo, mas isso sozinho não é motivo. O site do concorrente pode estar lindo e não gerar contato nenhum — e você não tem como saber olhando de fora. Antes de comparar visual, compare o que cada um gera. Se o seu traz orçamento e o dele você não faz ideia, talvez o feio esteja ganhando.

O erro de refazer sem descobrir a causa

Acontece com frequência: a empresa não está satisfeita, contrata um site novo, fica feliz duas semanas — e seis meses depois está exatamente na mesma situação, com menos dinheiro no caixa.

O motivo é simples. Se o problema era falta de visita, o site novo também não vai ter visita. Se era conteúdo parado, o novo vai parar igual. Se era hospedagem ruim, o site novo na mesma hospedagem vai continuar lento. Trocar a embalagem não muda o que estava dentro.

Por isso a primeira pergunta que eu faço nunca é "como você quer que fique". É "quantos contatos o site trouxe nos últimos três meses, e de onde eles vieram?" Quando a pessoa não sabe responder, o problema quase nunca é design.

Se você não mede, comece por aí. Antes de decidir qualquer coisa, deixe um mês de medição rodando: quantas visitas, de onde vêm, quantos cliques no WhatsApp. Esse mês vale mais que qualquer opinião — inclusive a minha. Como montar a medição → · Quanto custa manter um site →

Quanto custa cada caminho

Colocando lado a lado para a decisão ficar concreta. Os valores são os que eu pratico e estão publicados no site.

Comparativo dos caminhos possíveis. O orçamento fechado sai depois de olhar o site.
CaminhoQuando faz sentidoInvestimento
Trocar a hospedagemSite bom, mas lento para abrirA partir de R$ 39,90/mês no anual
Ajustes pontuaisFalta WhatsApp, preço visível, uma página novaPor demanda, conforme o escopo
Manutenção mensalEstrutura boa, conteúdo paradoR$ 399/mês
Site novoBase não sustenta: celular, plataforma ou SEOA partir de R$ 899, único
Tráfego pagoSite bom, mas ninguém chegaGestão a partir de R$ 300/mês
Perfil no GoogleNegócio local que não aparece no mapaA partir de R$ 199

Repare que refazer não é o mais barato nem o mais caro — é o mais definitivo. Por isso deve ser a última opção testada, não a primeira sugerida. Quem oferece site novo antes de olhar o que existe está vendendo, não diagnosticando.

Se for refazer, não jogue fora o que já funciona

É o erro técnico mais caro de uma reformulação, e o mais comum: perder de uma vez todo o histórico que o site levou anos para construir.

1

Levante o que já traz visita

Antes de mexer em qualquer coisa, veja quais páginas do site atual recebem acesso e por quais buscas. Essas páginas são patrimônio — e é comum descobrir que uma delas, esquecida, responde por boa parte do que chega.

2

Preserve os endereços que já ranqueiam

Se uma página está bem posicionada, o ideal é manter a mesma URL. Quando não der, cada endereço antigo precisa de um redirecionamento permanente para o novo — senão o Google trata como página que sumiu e você perde a posição conquistada.

3

Não perca o conteúdo que já responde

Texto antigo costuma ser tratado como descartável na reformulação. Mas se ele traz visita, ele responde alguma pergunta real. Melhore em vez de apagar — reescrever é mais barato que reconquistar posição do zero.

4

Confira depois de publicar

Na semana seguinte, verifique se as páginas antigas estão redirecionando e se as novas foram indexadas. É a hora de pegar erro barato — depois de dois meses, a queda já aconteceu e a recuperação demora.

Queda de tráfego depois de trocar de site quase sempre é isso. Não é o novo site ser pior: é o endereço antigo ter sumido sem redirecionamento. Perfeitamente evitável, e caro de corrigir depois.

Perguntas frequentes

Vale a pena refazer o meu site?

Só se o problema estiver na base: não funciona bem no celular, demora demais para abrir, está numa plataforma travada ou foi feito sem nenhuma estrutura de SEO. Nesses casos remendar sai mais caro que recomeçar. Na maioria dos outros casos — conteúdo parado, falta de visita, hospedagem ruim — refazer não resolve, porque o site novo herda exatamente o mesmo problema.

Como sei se o problema é o site ou é falta de visita?

Olhando quantas pessoas entram. Se o site recebe visita e ninguém entra em contato, o problema é o site: falta clareza, prova, preço ou caminho para o contato. Se quase ninguém entra, o problema é anterior — você não aparece no Google, não tem perfil no mapa bem feito e não investe em tráfego. Trocar de site nesse segundo caso é gastar sem mudar nada.

Meu site tem 5 anos. Está velho demais?

Idade sozinha não diz nada. Tem site de cinco anos que funciona melhor que muito site novo, porque foi bem estruturado e recebeu conteúdo ao longo do tempo. O que envelhece de verdade é não funcionar no celular, demorar a abrir e não ter recebido nada novo. Se ele passa nesses três, a idade é irrelevante.

Quanto custa refazer um site em Campinas?

Comigo, a partir de R$ 899 em pagamento único para um site enxuto e bem feito. O valor sobe conforme o número de páginas, se eu escrevo os textos e se há migração de conteúdo que já ranqueia. Mas antes de falar de preço vale o diagnóstico: em boa parte dos casos, o que resolve custa muito menos — trocar a hospedagem, por exemplo, começa em R$ 39,90 por mês.

Vou perder o que já ranqueia se refizer?

Só se for feito sem cuidado — e é o erro mais comum. As páginas que já recebem visita precisam manter a mesma URL sempre que possível, e quando isso não der, cada endereço antigo precisa de redirecionamento permanente para o novo. Sem isso, o Google trata como página que sumiu e a posição conquistada em anos se perde. Queda de tráfego depois de reformulação quase sempre é essa falha.

Dá para melhorar o site atual em vez de refazer?

Na maioria dos casos, dá — e sai muito mais barato. Melhorias que costumam resolver: deixar o WhatsApp clicável em todas as páginas, publicar o preço ou a faixa, criar uma página por serviço, corrigir a velocidade e retomar a publicação de conteúdo. Só quando a base não sustenta — celular, plataforma ou ausência total de estrutura — é que ajustar vira remendo caro.

Não gosto do visual do meu site. Isso justifica refazer?

Sozinho, não. Visual importa para a impressão de credibilidade, mas cansaço do dono é o motivo mais comum e o menos confiável — quem olha o site todo dia é você, não o cliente. Se o site converte, refazer só pelo visual é risco sem retorno claro. Se ele passa a impressão errada sobre o porte da empresa, aí sim é argumento de verdade.

O site do meu concorrente é mais bonito. Preciso acompanhar?

Não necessariamente. O site do concorrente pode estar lindo e não gerar contato nenhum, e você não tem como saber isso olhando de fora. Antes de comparar visual, compare o que cada um gera. Se o seu traz orçamento e o dele você não faz ideia, talvez o feio esteja ganhando — e copiar seria trocar o que funciona pelo que parece melhor.

Perdi o contato de quem fez o meu site. E agora?

É mais comum do que parece. O primeiro passo é levantar o que você ainda controla: o domínio está no seu nome no Registro.br? Você tem acesso à hospedagem? Muitas vezes dá para recuperar o controle sem refazer nada. Quando não dá — domínio em nome de terceiro que não responde, plataforma fechada sem exportação — aí refazer deixa de ser opção e vira necessidade.

Quanto tempo leva para refazer um site?

Entre 7 e 15 dias na maioria dos casos, conforme o número de páginas e a velocidade da aprovação. Reformulação com migração de conteúdo que já ranqueia leva um pouco mais, porque exige mapear os endereços antigos e configurar os redirecionamentos — trabalho invisível que evita perder posição.

Posso refazer o site aos poucos?

Pode, e às vezes é a melhor decisão. Começar pelas páginas que mais importam — a de serviço principal e a de contato — e ir ampliando distribui o investimento e reduz o risco. O que não funciona é reformar pela metade e parar: site com metade novo e metade antigo confunde quem visita e atrapalha a leitura do Google.

Como faço o diagnóstico com você?

Me manda o endereço do site pelo WhatsApp e me conta o que está incomodando. Eu olho a velocidade, o comportamento no celular, a estrutura, o que está indexado e o que os concorrentes de Campinas estão fazendo. Devolvo por escrito em qual dos quatro cenários você está e o que resolve. É gratuito e sem compromisso — e sim, várias vezes a resposta é "não precisa refazer".

Me manda o endereço que eu digo se vale refazer

Analiso velocidade, celular, estrutura e o que já ranqueia, e devolvo por escrito em qual cenário você está. Sem compromisso — e se não precisar refazer, eu falo.

Análise e reformulação de sites em Campinas, Valinhos, Vinhedo, Indaiatuba, Jundiaí, Sumaré, Hortolândia e região — e à distância para todo o Brasil.

Lucas Sigrist, especialista em criação de sites em Campinas

Lucas Sigrist Designer formado pela ESAMC/ESPM, mais de 20 anos em marketing digital. Analiso, reformulo e crio sites para empresas de Campinas e região. Conheça meu trabalho →

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