O site é bom, só é lento
Estrutura razoável, visual aceitável, mas leva cinco segundos para abrir no celular. Muita vez o problema nem é o site: é a hospedagem, com servidor fora do país e compartilhado com centenas de outros.
Na maior parte das vezes que me chamam para refazer um site, refazer não é o que resolve. Antes de gastar de novo, vale descobrir se o problema é o site — ou se ele é só o lugar onde o problema aparece.
Refazer o site só vale a pena quando o problema está na base: ele não funciona bem no celular, demora demais para abrir, está numa plataforma travada ou foi construído sem nenhuma estrutura para o Google. Nesses casos, remendar sai mais caro que recomeçar.
Nos outros casos — e são a maioria — o site está razoável e o que falta é outra coisa: conteúdo parado há dois anos, nenhuma página respondendo o que as pessoas buscam, ou simplesmente ninguém chegando ao site. Aí trocar de site não muda nada, porque o novo vai receber a mesma visita nenhuma que o antigo recebia.
Responda olhando o seu site no celular, agora. Não precisa de ferramenta nenhuma — só honestidade.
Como ler o resultado: falhou nas duas primeiras, o problema é estrutural e refazer costuma ser o caminho. Passou nas duas primeiras mas falhou nas outras, o site está bom e o que falta é conteúdo e manutenção. Passou em todas e ainda assim não chega ninguém — o problema não é o site, é tráfego.
Praticamente todo site que chega até mim cai em um destes. Só um deles justifica refazer.
Estrutura razoável, visual aceitável, mas leva cinco segundos para abrir no celular. Muita vez o problema nem é o site: é a hospedagem, com servidor fora do país e compartilhado com centenas de outros.
O site foi bem feito, funciona no celular, mas a última atualização foi em 2022. Sem conteúdo novo, ele foi perdendo posição para concorrentes que continuaram publicando — não porque piorou, mas porque ficou parado.
Não funciona direito no celular, foi feito numa plataforma que trava tudo ou nasceu sem nenhuma estrutura de SEO. Aqui remendar sai mais caro que recomeçar — e você vai gastar duas vezes se tentar consertar primeiro.
O site cumpre o papel dele, mas quase ninguém entra. Trocar de site aqui é o erro mais caro que existe: o novo vai receber exatamente a mesma visita nenhuma, e você vai achar que joga não resolve.
Só o terceiro cenário justifica refazer. Os outros três se resolvem com uma fração do custo — e é por isso que eu insisto em diagnosticar antes de orçar. Vender um site para quem precisava de hospedagem melhor é fácil; é só desonesto.
Esta é a parte que agência nenhuma escreve, porque agência ganha refazendo. Mas é a verdade na maioria dos casos que eu analiso.
"Vi o site de um concorrente e o meu parece antigo." Entendo o incômodo, mas isso sozinho não é motivo. O site do concorrente pode estar lindo e não gerar contato nenhum — e você não tem como saber olhando de fora. Antes de comparar visual, compare o que cada um gera. Se o seu traz orçamento e o dele você não faz ideia, talvez o feio esteja ganhando.
Acontece com frequência: a empresa não está satisfeita, contrata um site novo, fica feliz duas semanas — e seis meses depois está exatamente na mesma situação, com menos dinheiro no caixa.
O motivo é simples. Se o problema era falta de visita, o site novo também não vai ter visita. Se era conteúdo parado, o novo vai parar igual. Se era hospedagem ruim, o site novo na mesma hospedagem vai continuar lento. Trocar a embalagem não muda o que estava dentro.
Por isso a primeira pergunta que eu faço nunca é "como você quer que fique". É "quantos contatos o site trouxe nos últimos três meses, e de onde eles vieram?" Quando a pessoa não sabe responder, o problema quase nunca é design.
Se você não mede, comece por aí. Antes de decidir qualquer coisa, deixe um mês de medição rodando: quantas visitas, de onde vêm, quantos cliques no WhatsApp. Esse mês vale mais que qualquer opinião — inclusive a minha. Como montar a medição → · Quanto custa manter um site →
Colocando lado a lado para a decisão ficar concreta. Os valores são os que eu pratico e estão publicados no site.
| Caminho | Quando faz sentido | Investimento |
|---|---|---|
| Trocar a hospedagem | Site bom, mas lento para abrir | A partir de R$ 39,90/mês no anual |
| Ajustes pontuais | Falta WhatsApp, preço visível, uma página nova | Por demanda, conforme o escopo |
| Manutenção mensal | Estrutura boa, conteúdo parado | R$ 399/mês |
| Site novo | Base não sustenta: celular, plataforma ou SEO | A partir de R$ 899, único |
| Tráfego pago | Site bom, mas ninguém chega | Gestão a partir de R$ 300/mês |
| Perfil no Google | Negócio local que não aparece no mapa | A partir de R$ 199 |
Repare que refazer não é o mais barato nem o mais caro — é o mais definitivo. Por isso deve ser a última opção testada, não a primeira sugerida. Quem oferece site novo antes de olhar o que existe está vendendo, não diagnosticando.
É o erro técnico mais caro de uma reformulação, e o mais comum: perder de uma vez todo o histórico que o site levou anos para construir.
Antes de mexer em qualquer coisa, veja quais páginas do site atual recebem acesso e por quais buscas. Essas páginas são patrimônio — e é comum descobrir que uma delas, esquecida, responde por boa parte do que chega.
Se uma página está bem posicionada, o ideal é manter a mesma URL. Quando não der, cada endereço antigo precisa de um redirecionamento permanente para o novo — senão o Google trata como página que sumiu e você perde a posição conquistada.
Texto antigo costuma ser tratado como descartável na reformulação. Mas se ele traz visita, ele responde alguma pergunta real. Melhore em vez de apagar — reescrever é mais barato que reconquistar posição do zero.
Na semana seguinte, verifique se as páginas antigas estão redirecionando e se as novas foram indexadas. É a hora de pegar erro barato — depois de dois meses, a queda já aconteceu e a recuperação demora.
Queda de tráfego depois de trocar de site quase sempre é isso. Não é o novo site ser pior: é o endereço antigo ter sumido sem redirecionamento. Perfeitamente evitável, e caro de corrigir depois.
Só se o problema estiver na base: não funciona bem no celular, demora demais para abrir, está numa plataforma travada ou foi feito sem nenhuma estrutura de SEO. Nesses casos remendar sai mais caro que recomeçar. Na maioria dos outros casos — conteúdo parado, falta de visita, hospedagem ruim — refazer não resolve, porque o site novo herda exatamente o mesmo problema.
Olhando quantas pessoas entram. Se o site recebe visita e ninguém entra em contato, o problema é o site: falta clareza, prova, preço ou caminho para o contato. Se quase ninguém entra, o problema é anterior — você não aparece no Google, não tem perfil no mapa bem feito e não investe em tráfego. Trocar de site nesse segundo caso é gastar sem mudar nada.
Idade sozinha não diz nada. Tem site de cinco anos que funciona melhor que muito site novo, porque foi bem estruturado e recebeu conteúdo ao longo do tempo. O que envelhece de verdade é não funcionar no celular, demorar a abrir e não ter recebido nada novo. Se ele passa nesses três, a idade é irrelevante.
Comigo, a partir de R$ 899 em pagamento único para um site enxuto e bem feito. O valor sobe conforme o número de páginas, se eu escrevo os textos e se há migração de conteúdo que já ranqueia. Mas antes de falar de preço vale o diagnóstico: em boa parte dos casos, o que resolve custa muito menos — trocar a hospedagem, por exemplo, começa em R$ 39,90 por mês.
Só se for feito sem cuidado — e é o erro mais comum. As páginas que já recebem visita precisam manter a mesma URL sempre que possível, e quando isso não der, cada endereço antigo precisa de redirecionamento permanente para o novo. Sem isso, o Google trata como página que sumiu e a posição conquistada em anos se perde. Queda de tráfego depois de reformulação quase sempre é essa falha.
Na maioria dos casos, dá — e sai muito mais barato. Melhorias que costumam resolver: deixar o WhatsApp clicável em todas as páginas, publicar o preço ou a faixa, criar uma página por serviço, corrigir a velocidade e retomar a publicação de conteúdo. Só quando a base não sustenta — celular, plataforma ou ausência total de estrutura — é que ajustar vira remendo caro.
Sozinho, não. Visual importa para a impressão de credibilidade, mas cansaço do dono é o motivo mais comum e o menos confiável — quem olha o site todo dia é você, não o cliente. Se o site converte, refazer só pelo visual é risco sem retorno claro. Se ele passa a impressão errada sobre o porte da empresa, aí sim é argumento de verdade.
Não necessariamente. O site do concorrente pode estar lindo e não gerar contato nenhum, e você não tem como saber isso olhando de fora. Antes de comparar visual, compare o que cada um gera. Se o seu traz orçamento e o dele você não faz ideia, talvez o feio esteja ganhando — e copiar seria trocar o que funciona pelo que parece melhor.
É mais comum do que parece. O primeiro passo é levantar o que você ainda controla: o domínio está no seu nome no Registro.br? Você tem acesso à hospedagem? Muitas vezes dá para recuperar o controle sem refazer nada. Quando não dá — domínio em nome de terceiro que não responde, plataforma fechada sem exportação — aí refazer deixa de ser opção e vira necessidade.
Entre 7 e 15 dias na maioria dos casos, conforme o número de páginas e a velocidade da aprovação. Reformulação com migração de conteúdo que já ranqueia leva um pouco mais, porque exige mapear os endereços antigos e configurar os redirecionamentos — trabalho invisível que evita perder posição.
Pode, e às vezes é a melhor decisão. Começar pelas páginas que mais importam — a de serviço principal e a de contato — e ir ampliando distribui o investimento e reduz o risco. O que não funciona é reformar pela metade e parar: site com metade novo e metade antigo confunde quem visita e atrapalha a leitura do Google.
Me manda o endereço do site pelo WhatsApp e me conta o que está incomodando. Eu olho a velocidade, o comportamento no celular, a estrutura, o que está indexado e o que os concorrentes de Campinas estão fazendo. Devolvo por escrito em qual dos quatro cenários você está e o que resolve. É gratuito e sem compromisso — e sim, várias vezes a resposta é "não precisa refazer".
Analiso velocidade, celular, estrutura e o que já ranqueia, e devolvo por escrito em qual cenário você está. Sem compromisso — e se não precisar refazer, eu falo.
Análise e reformulação de sites em Campinas, Valinhos, Vinhedo, Indaiatuba, Jundiaí, Sumaré, Hortolândia e região — e à distância para todo o Brasil.
Lucas Sigrist Designer formado pela ESAMC/ESPM, mais de 20 anos em marketing digital. Analiso, reformulo e crio sites para empresas de Campinas e região. Conheça meu trabalho →